Violência contra professores: Brasil lidera o 1º lugar no Ranking Internacional

Violência contra professores: gráfico de estresse por intimidação ou abuso verbal na TALIS 2024 — Brasil 46,6%, Chile 28,4% e Portugal 26,8%

Dados internacionais, relatos recentes e pesquisas brasileiras ajudam a compreender a violência contra professores e a discutir autoridade, condições de trabalho e escolas militarizadas.

Como pode uma sociedade esperar uma educação de qualidade quando seus professores trabalham sob ameaça? Afinal, falamos frequentemente sobre inovação, metodologias e desempenho. Entretanto, uma pergunta anterior precisa ser enfrentada: quem protege aquele que ensina?

A violência contra professores atinge a dignidade do profissional e compromete o ambiente em que os alunos aprendem. Nesse sentido, uma escola que tolera ameaças transmite uma lição perigosa: a força pode ocupar o lugar do argumento. Por isso, defender a autoridade legítima do professor também significa defender o direito à educação.

Ao examinarmos a violência contra professores, o Brasil aparece na primeira posição de um indicador internacional relevante. Contudo, para compreender essa informação, precisamos examinar o que a pesquisa mediu. Por isso, um título contundente exige dados precisos.

Violência contra professores: em qual ranking o Brasil está em primeiro?

Por exemplo, no painel Education GPS da OCDE, baseado na TALIS 2024, o Brasil registra 46,6% de professores dos anos finais do ensino fundamental que relatam estresse associado à intimidação ou ao abuso verbal praticados por alunos. Assim, é a maior proporção entre os 55 sistemas com dados disponíveis para esse indicador (OECD, 2025a).

Ou seja, esse resultado mede uma fonte de estresse declarada pelos professores. Portanto, ele não constitui um levantamento de todas as agressões físicas do planeta. Além disso, o recorte importa: a comparação se refere ao ensino secundário inferior, correspondente aos anos finais do ensino fundamental brasileiro.

Por exemplo, veja a diferença entre o Brasil e dois países selecionados para comparação:

TALIS 2024: estresse por intimidação ou abuso verbal de alunos
País Professores Posição no indicador
Brasil 46,6% 1ª de 55
Chile 28,4% 5ª de 55
Portugal 26,8% 6ª de 55

Fontes: perfis de Brasil, Chile e Portugal no Education GPS/OCDE, TALIS 2024. A tabela apresenta países selecionados, não o ranking completo. Acesso em: 8 out. 2026.

Violência contra professores: estresse por intimidação ou abuso verbal na TALIS 2024 — Brasil 46,6%, Chile 28,4% e Portugal 26,8%
Países selecionados. Fonte: Education GPS/OCDE, TALIS 2024. O indicador mede estresse relatado, não todas as agressões.

A proporção brasileira supera a chilena em 18,2 pontos percentuais e a portuguesa em 19,8. De fato, são diferenças expressivas nas estimativas publicadas. Entretanto, a tabela não permite concluir, por si só, por que os países diferem.

Violência contra professores: o dado de 2013 e as manchetes

Por sua vez, a notícia publicada pelo Jornal da USP em 2016 retomava a TALIS 2013, assunto também divulgado pelo G1. Na tabela original da OCDE, o Brasil registrava 12,5% de professores que trabalhavam em escolas cujos diretores relatavam intimidação ou abuso verbal contra professores ou funcionários pelo menos semanalmente (OECD, 2014, tabela 2.20).

No entanto, observe a diferença: o dado antigo se baseava no relato do diretor sobre ocorrências na escola. Por sua vez, o indicador de 2024 se baseia no relato do professor sobre estresse. Assim, passar de 12,5% para 46,6% não demonstra que a violência quase quadruplicou. Portanto, os percentuais respondem a perguntas diferentes.

TALIS 2013: professores em escolas com intimidação ou abuso verbal semanal contra docentes ou funcionários
País ou sistema Percentual
Brasil 12,5%
Estônia 11,0%
Austrália 9,7%
Flandres (Bélgica) 9,1%
Inglaterra (Reino Unido) 6,5%
Chile 6,3%
Portugal 5,5%
Média TALIS 3,4%

Fonte: OECD (2014), tabela 2.20. Seleção de sistemas; percentuais ponderados de professores, não de vítimas individuais. A posição das estimativas não assegura diferenças estatisticamente significativas entre todos os sistemas.

Violência contra professores no cotidiano da escola

Por exemplo, na reportagem de Thais Carrança, publicada pela BBC News Brasil em 21 de julho de 2026 e reproduzida por outros veículos, uma professora relata ter sido ameaçada de morte pelo pai de um aluno de seis anos. Desse modo, o episódio evidencia que o problema ultrapassa a relação entre professor e estudante: envolve também adultos responsáveis pela criança (Carrança, 2026).

Já Andreia Peres, na Veja, apresenta uma pesquisa do Centro do Professorado Paulista, de 2025, com 1.144 professores: 65% dos entrevistados afirmaram ter sofrido alguma agressão no ambiente escolar e 74% não se sentiam seguros em sala de aula (Peres, 2026). Contudo, esses números descrevem os participantes daquele levantamento; sem examinar seu desenho amostral, não devemos tratá-los como estimativas representativas de todos os professores brasileiros.

Além disso, a CNN, em reportagem da Agência Brasil, também destacou o tempo dedicado à disciplina: aproximadamente 21% da aula no Brasil, diante de 15% na média da OCDE, segundo a TALIS 2024 (Tokarnia, 2025). Por isso, pensemos no significado pedagógico disso: o tempo usado para restabelecer condições de convivência reduz o tempo disponível para ensinar.

Assim, reportagens ajudam a mostrar a dimensão humana do problema. Ainda assim, diferentes veículos que reproduzem a mesma pesquisa não constituem estudos independentes. Portanto, para avaliar crescimento ao longo dos anos, precisamos de séries comparáveis, com perguntas e populações equivalentes.

Por que a violência contra professores exige mais de uma explicação?

De fato, uma ameaça pode ter um autor identificável e, ao mesmo tempo, ocorrer em uma instituição fragilizada. Portanto, responsabilizar quem agride e examinar as condições da escola são tarefas complementares. Ainda assim, explicar um contexto não equivale a justificar uma agressão.

Por exemplo, o estudo Razões da epidemia de violência contra professoras e professores do ensino básico brasileiro, indicado pela CNTE, reúne dados sobre infraestrutura, esforço docente, vínculos de trabalho e remuneração. Nesse sentido, seus autores interpretam a violência a partir da precarização e das desigualdades sociais e se posicionam contra a militarização como solução (Arrais et al., 2025).

Além disso, essa contribuição amplia o debate, mas exige distinguir indicadores administrativos de interpretações políticas. De fato, dados sobre contratos e infraestrutura contextualizam o trabalho docente; isoladamente, não provam a causa de uma ameaça nem estabelecem que determinado modelo de gestão resolverá todos os conflitos.

Além disso, há uma dimensão de responsabilidade cotidiana. Quando a família desautoriza sistematicamente o professor, quando a direção deixa uma ameaça sem resposta ou quando a disciplina se torna uma palavra interditada, enfraquece-se o compromisso com regras comuns. Contudo, essa é uma interpretação que proponho para o debate, cuja importância precisa ser examinada junto às evidências empíricas.

Paulo Freire: a crítica à opressão elimina a autoridade docente?

Por exemplo, em Pedagogia do oprimido, Paulo Freire critica a educação bancária, na qual o educador concentra a iniciativa e trata o educando como receptor passivo. Assim, essa crítica permite discutir relações autoritárias, mas não autoriza afirmar que, para Freire, todo professor é necessariamente um opressor (Freire, 1987, cap. II).

Ainda assim, podemos questionar o efeito de uma leitura escolar que transforme qualquer exigência do professor em opressão. Afinal, se corrigir uma atividade, estabelecer limites ou exigir respeito passa a ser considerado abuso, como preservar a responsabilidade de ensinar? Portanto, essa pergunta é pertinente como crítica a determinadas interpretações pedagógicas. Contudo, as pesquisas aqui examinadas não demonstram que a obra de Freire cause agressões contra docentes.

Contudo, o próprio autor, em Pedagogia da autonomia, distingue o exercício legítimo da autoridade do autoritarismo e critica a permissividade, discutida como licenciosidade (Freire, 1996, seção 3.4). Por isso, uma leitura rigorosa precisa considerar essa distinção. Desse modo, o argumento em favor da autoridade docente ganha força quando enfrenta o texto efetivo do autor.

O Manifesto Comunista e a leitura da educação pelo conflito de classes

Por sua vez, no capítulo II do Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels contestam a influência da classe dominante sobre a educação. Assim, a discussão situa a formação escolar no interior das relações sociais e dos interesses de classe (Marx; Engels, 1848).

Ainda assim, é possível discordar desse enquadramento e perguntar se reduzir a escola a uma arena de conflitos empobrece sua missão de transmitir conhecimentos, formar o caráter e preparar para a vida comum. Afinal, o professor também preserva e comunica uma herança cultural que antecede a disputa política do momento.

Entretanto, o trecho do Manifesto não determina que o aluno agrida o professor. A conexão entre uma concepção filosófica e uma conduta violenta exigiria investigação específica sobre circulação das ideias, práticas escolares e comportamento. Por isso, uma crítica intelectual responsável explicita essa distância.

Calvino e a responsabilidade de valorizar o ensino

Por outro lado, a tradição reformada oferece um exemplo histórico para essa reflexão. Segundo Philip Schaff, João Calvino participou da fundação da Academia de Genebra, inaugurada em 1559, e elaborou seu programa de estudos e estatutos. Além disso, o projeto articulava a formação religiosa com o estudo das línguas e da cultura clássica (Schaff, s.d., seção 161).

Assim, a partir desse exemplo, proponho uma pergunta ao leitor: se reconhecemos a importância da educação para a formação humana, por que toleramos a desautorização daqueles que ensinam? Portanto, trata-se de uma aplicação contemporânea nossa, não de uma declaração de Calvino sobre a escola brasileira.

Assim, resgatar essa tradição pode inspirar a valorização do estudo, da responsabilidade e do respeito ao mestre. Ao fazê-lo, devemos considerar a distância entre a Genebra do século XVI e uma sociedade democrática e plural. Nesse sentido, o diálogo histórico serve à reflexão; não substitui a avaliação das políticas atuais.

Violência contra professores: o que muda nas escolas militarizadas?

De fato, há evidências favoráveis que merecem atenção. Por exemplo, um artigo publicado em 2025 no International Journal of Educational Development analisou escolas públicas militarizadas de Goiás, com dados de 2007 a 2020 e método de diferenças em diferenças. Além disso, o resumo informa melhorias em matemática, português e IDEB, além de redução de ameaças contra profissionais, roubos e outros problemas de segurança (Araújo et al., 2025).

Nesse sentido, esse desenho procura avaliar mudanças após a militarização, em comparação com outras escolas. Assim, é mais informativo do que observar apenas as maiores notas. Contudo, o resultado se refere ao contexto estudado, e a síntese aqui apresentada se baseia no resumo público do artigo. No entanto, não temos, nesta análise, percentuais de redução de ameaças que possam ser reproduzidos com segurança.

Por sua vez, outro estudo, sobre escolas militares do Ceará, encontrou vantagem de desempenho mesmo após controles, mas mostrou que desconsiderar o desempenho prévio e a seleção dos estudantes superestimava os efeitos (Benevides; Soares, 2020). Assim, bons resultados exigem examinar quem ingressa, quais recursos estão disponíveis e quais práticas mudam.

Resultados e limites das comparações

O que as pesquisas permitem afirmar
Fonte Resultado ou interpretação Limite
Goiás: Araújo et al. (2025) Melhoria acadêmica e redução de ameaças a profissionais, segundo o resumo. Não fornece, no resumo consultado, uma taxa nacional de violência contra professores.
Ceará: Benevides e Soares (2020) Vantagem de desempenho; seleção e aprendizagem prévia influenciam a estimativa. Resultado acadêmico não mede diretamente agressões contra docentes.
Arrais et al. (2025) Interpretação centrada na precarização e crítica à militarização. Não substitui avaliação comparativa causal de todos os modelos escolares.

Também precisamos distinguir colégios das Forças Armadas, escolas vinculadas às polícias militares e escolas cívico-militares: suas formas de ingresso, recursos e organização podem diferir. Portanto, os estudos citados não permitem afirmar que todas essas instituições tenham sempre as melhores notas ou os menores índices de violência.

Assim, a evidência de Goiás sustenta o debate sobre possíveis benefícios. Entretanto, não foi identificada, nas fontes examinadas, uma base nacional homogênea que permita comparar a incidência de agressões contra docentes em todos esses modelos. Por isso, essa lacuna deve ser assumida, em vez de preenchida por uma conclusão previamente desejada.

Como enfrentar a violência contra professores?

Por isso, a autoridade docente precisa ser reconhecida na prática: na palavra da direção, no compromisso das famílias e nas regras aplicadas aos alunos. Ainda assim, essa autoridade comporta escuta, respeito e prestação de contas. Ao mesmo tempo, exige condições para corrigir, avaliar e estabelecer limites.

Desse modo, como proposta para as escolas e seus mantenedores, considero essenciais:

  • Regras claras de convivência: explicar deveres, procedimentos e consequências proporcionais antes que o conflito aconteça.
  • Resposta institucional às ameaças: registrar episódios e oferecer apoio ao profissional, sem deixá-lo sozinho diante do agressor.
  • Responsabilidade das famílias: estabelecer canais de diálogo que preservem o respeito ao professor.
  • Condições adequadas de trabalho: oferecer infraestrutura, apoio pedagógico e equipes capazes de lidar com situações complexas.
  • Avaliação das políticas: acompanhar aprendizagem, permanência, segurança e proteção dos profissionais com indicadores comparáveis.

Portanto, essas propostas são uma síntese argumentativa do artigo, não um pacote cuja eficácia tenha sido testada pelas pesquisas citadas. Além disso, sua implementação precisa considerar as particularidades de cada comunidade.

Portanto, o problema exige firmeza e discernimento. Afinal, proteger o aluno e proteger o professor são compromissos que se sustentam mutuamente. Assim, uma escola segura permite que ambos cumpram suas responsabilidades.

Que educação estamos construindo quando o professor teme entrar na sala de aula? Por isso, a resposta começa pelo reconhecimento de sua dignidade, continua pela recuperação de sua autoridade legítima e se concretiza em instituições que respondem à violência com responsabilidade.

Para continuar essa reflexão, veja também os textos de educação e filosofia do Professor Renato.

Referências bibliográficas

Nas fontes digitais abaixo, a data de acesso é 8 de outubro de 2026. As obras teóricas foram utilizadas por paráfrase, com indicação de capítulo ou seção, sem citações diretas com paginação não verificada.

Estudos e obras sobre educação

  1. ARAÚJO, Jevuks Matheus de et al. Evaluating the impacts of the Brazilian model for military public schools. International Journal of Educational Development, v. 116, art. 103300, 2025. DOI: 10.1016/j.ijedudev.2025.103300. Resumo consultado.
  2. ARRAIS, Tadeu Alencar et al. Razões da epidemia de violência contra professoras e professores do ensino básico brasileiro. 1. ed. Goiânia: Ed. dos Autores, 2025. ISBN 978-65-01-78479-3. Disponível em: Observatório do Estado Social Brasileiro. Texto do PDF acessado pelo link disponibilizado nessa página.
  3. BENEVIDES, Alesandra; SOARES, Ricardo Brito. Diferencial de desempenho de alunos das escolas militares: o caso das escolas públicas do Ceará. Nova Economia, v. 30, n. 1, p. 317–343, 2020. Disponível em: página do artigo.
  4. CARRANÇA, Thais. A epidemia de violência contra professores no Brasil: “Fui ameaçada de morte pelo pai de um aluno de 6 anos”. BBC News Brasil, 21 jul. 2026. Disponível em: BBC. Texto consultado na republicação da Folha de S.Paulo.
  5. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO (CNTE). Violência contra professores: a epidemia silenciosa que ameaça a educação pública. CNTE/CUT, 9 out. 2025. Disponível em: matéria e acesso ao estudo.
  6. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. Cap. II. Disponível em: acervo digital da UFSCar. A cópia apresenta ficha catalográfica dessa edição e indicação de reimpressão posterior.

Imprensa, teoria e relatório internacional

  1. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. Seção 3.4. Disponível em: acervo digital da UFPB.
  2. G1. Pesquisa põe Brasil em topo de ranking de violência contra professores. G1 Educação, ago. 2014. Disponível em: notícia. Referência à repercussão jornalística; os valores foram conferidos na fonte original da OCDE.
  3. JORNAL DA USP. Brasil lidera ranking de violência contra professores. Jornal da USP, 6 dez. 2016. Disponível em: matéria.
  4. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. 1848. Cap. II: Proletários e comunistas. Disponível em: Marxists Internet Archive, tradução em português.
  5. OECD. TALIS 2013 Results: An International Perspective on Teaching and Learning. Paris: OECD Publishing, 2014. Tabela 2.20. Disponível em: relatório original.
  6. OECD. Education GPS: Brazil — Teachers and teaching conditions (TALIS 2024). Paris: OECD, 2025a. Disponível em: perfil do Brasil.

Indicadores, imprensa e referência histórica

  1. OECD. Education GPS: Chile — Teachers and teaching conditions (TALIS 2024). Paris: OECD, 2025b. Disponível em: perfil do Chile.
  2. OECD. Education GPS: Portugal — Teachers and teaching conditions (TALIS 2024). Paris: OECD, 2025c. Disponível em: perfil de Portugal.
  3. OECD. Results from TALIS 2024: The State of Teaching. Paris: OECD Publishing, 2025d. DOI: 10.1787/90df6235-en.
  4. PERES, Andreia. Educação sob ataque: cresce a violência contra professores no Brasil. Veja, 4 ago. 2026. Disponível em: coluna Balanço Social.
  5. SCHAFF, Philip. History of the Christian Church. v. VIII: Modern Christianity — The Swiss Reformation. [S.l.]: Christian Classics Ethereal Library, [s.d.]. Seção 161: The Academy of Geneva. Disponível em: edição digital.
  6. TOKARNIA, Mariana. Professor brasileiro perde 21% do tempo de aula para manter disciplina. CNN Brasil, 7 out. 2025. Reportagem da Agência Brasil. Disponível em: matéria.
Compartilhe em sua Rede Social